A PÁRTIA E A ÁSIA CENTRAL

O reino dos partos surgiu de um longo processo de transferência de populações nômades para áreas da Ásia central e do Oriente Próximo[1]. Quando Alexandre, o Grande, invadiu a Pérsia, já havia referências sobre uma satrapia conhecida como Pártia[2], que depois iria ser tomada por um desses povos errantes ao longo do processo de desagregação do Império Selêucida. No século III a.C., o seu líder, Arsaces I, proclamou a existência da dinastia Arsácida e do reino da Pártia, que dali por diante viria a crescer cada vez maior em termos territoriais e políticos.

Quase todos os autores consultados concordam em que este reino absorveu muito da cultura grega, tanto no aspecto ideológico quanto funcional[3]. Organizados em moldes políticos próximos a uma tirania grega, os partos escreviam e liam em grego e persa, e produziam obras de arte que mesclavam o inconfundível estilo helênico com sobrevivências iranianas e elementos de uma cultura autóctone nômade[4]. Desde os séculos II e I a.C., com o aumento das atividades chinesas na rota da seda, os partos começaram a interferir diretamente no fluxo comercial, o que viria a se tornar uma das grandes fontes de renda deste reino, através de um sistema rígido de tributação e controle das fronteiras[5].

Isso logo colocou os partos em atritos com seus vizinhos ocidentais e orientais. No século II a.C, os chineses já haviam mandando uma embaixada pacificadora a Mitrídates II. Tal ação, que visava não só garantir a segurança da presença chinesa ao longo da rota, como também fomentar uma ação contra os “bárbaros” nômades, foi acompanhada de perto pelos reinos greco-bactrianos e pelo restante da Índia. E como vimos, ao longo do século I d.C., esta política teve continuidade no tempo de Ban Chao.

A Índia foi palco, desde cedo, de uma série de ações da Pártia sobre os restos da dinastia selêucida e sobre a decadente dinastia dos shakas, que seriam vencidos pelo Yuezhi (os futuros kushans)[6]. No século I d.C., porém, esses movimentos se limitaram apenas à regulação das fronteiras e do fluxo de caravanas, tendo em vista o crescimento do poder kushan e o aumento das ameaças romanas.

O conflito entre os partos e Roma tornar-se-ia, no entanto, um processo que acompanhou praticamente quase toda a existência destas duas civilizações[7]. Vendo que suas pretensões orientais eram barradas pela força da China e pela determinação dos reinos indianos, a Pártia voltou suas atenções para os mercados romanos, onde eram negociados os produtos vindos de várias áreas do Ocidente, da Arábia e da África. Além disso, dominar estes territórios significava também controlar os pontos finais de distribuição da rota da seda, que terminavam na Síria, Armênia, Egito e Arábia[8]. Por este motivo, um longo conflito desenvolveu-se entre as duas culturas, gerando para os romanos a idéia de uma Pártia tão perigosa para o Império quanto Cartago havia sido para a República. A desgraça ocorrida com Crasso na batalha de Carras em 53 a.C. (quando as legiões teriam, supostamente, caído no “truque da seda”) deixou uma impressão marcante nas avaliações que Roma faria sobre os seus vizinhos partos.[9]

Mesmo assim, como parceiros comerciais (pois suas fronteiras eram a área de trânsito principal do comércio internacional), os partos alternavam momentos de boas relações com seus vizinhos. Augusto, recuperador das insígnias romanas perdidas por Crasso, recebeu a visita de seus enviados[10]. Descrições generalizadas de seu povo e seus costumes eram feitas por romanos e gregos, o que supõe que alguns deles tenham circulado pelo território parto sem problemas[11].

A pior época para a existência do reino parto foi o período dos séculos II e III d.C., quando Trajano invadiu suas fronteiras até a Mesopotâmia, e a pressão exercida pelos vizinhos kushans e chineses prenunciava o seu fim. No entanto, este não viria pela mão dos romanos (que recuaram), nem dos chineses e indianos; o término da existência dos partos foi decretado, em 224 d.C.[12] pelo aparecimento de outro povo semi-nômade, os sassânidas[13], que vinha recuperar a glória perdida da Pérsia aquemênida.

A Pártia funcionou dentro do sistema mundial como um intermediário da rota da seda, reproduzindo informações e realizando o trânsito de mercadorias e valores sistêmicos. Sabe-se que os partos buscaram constituir uma identidade própria, mas esta acabou por desenvolver-se incluindo grande número de elementos gregos. Sua proximidade com os orientais, porém, lhes deu base para intermediar com habilidade o fluxo comercial realizado entre a Ásia e a Europa. Os partos também se utilizaram dos mesmo tipos de mecanismos de reprodução de poder através da utilização de produtos de luxo: os chineses citam como os An Xi adquiriam produtos dos mais diversos lugares para empregá-los socialmente e negociá-los com seus vizinhos[14]. Mas os partos parecem não ter gerado muito dos conteúdos de valor sistêmico empregados pelos povos integrantes da rota. Apesar de tirarem um bom partido do comércio, eram poucos os produtos advindos deste reino que eram negociados como artigos de luxo[15]. Buscaram, no entanto, interagir de forma atuante no sistema mundial, com a intenção de obter reconhecimento político por parte dos outros centros hegemônicos, o que conseguiram, entre outras formas, atuando constantemente sobre o fluxo da rota.

Os partos conseguiram, contudo, difundir alguns de seus aspectos ideológicos mais comuns, tais como o uso da cor púrpura pelos imperadores (hábito dos tempos aquemênidas), a continuidade da língua grega no Oriente, etc.


Sassânidas

No contexto em análise, a participação temporal dos sassânidas foi pequena (este grupo só surgiria no século III d.C.), mas sua atuação foi significante. Ao substituírem os partos no domínio da Pérsia e de vastas áreas do Oriente Próximo, os sassânidas reorganizaram toda a estrutura de poder local, empreendendo a construção de um império forte e igualmente ameaçador para Roma[16].

Ardashir, o primeiro de seus imperadores, foi um príncipe servidor do último soberano parto, Aratbanus IV[17]. Tendo deposto a dinastia arsácida, firmou-se no poder, estendendo os domínios persas até a Índia, onde retomou as satrapias que teriam pertencido aos Aquemênidas. Um dos soberanos Sassânidas, Shapur I (239-270), desarticulou por completo o poder romano no Oriente Próximo, invadido e destruindo Armênia, Síria e Mesopotâmia, tomando partes da Ásia Menor, conquistando inúmeras cidades e fazendo um imperador romano, Valeriano, seu prisioneiro. Roma conseguiu retomar algumas dessas possessões no tempo de Galério (296), mas só após a separação do Império Oriental é que os romanos puderam retomar a iniciativa[18].

A política dos sassânidas em relação aos romanos não apresentou nada de novo, sendo bem semelhante à dos partos, embora a dependência do comércio tenha diminuído um pouco em função das crises políticas existentes em todo o Oriente[19]. Culturalmente, os sassânidas buscavam retomar a idéia dos grandes impérios de Dario e Xerxes, ou seja, dos tempos Aquemênidas, mas este renascimento foi feito com base em muitos elementos que já haviam sido definitivamente transformados pela influência greco-latina[20]. A base de seu poder político continuou a reproduzir, no entanto, a idéia de sistema mundial, embora sejamos forçados a admitir que a conformação do mesmo já não tinha a força dos séculos I a III d.C.



Kushans

O grande centro hegemônico em território indiano foi o reino Kushana, fundado por Kujula Kadiphses no século I d.C. Antes disto, os Yuezhi (como eram chamados pelos chineses) estavam organizados em um território chamado de Da Yuezhi (Grande Yuezhi), que englobava todos os clãs que comandavam este povo[21]. Mas o clã kushan (ou kuei shang) terminou por tomar o poder e Kujula proclamou a existência de sua dinastia, tendo tomado em 64 a cidade de Taxila, considerando-a sua capital[22].

No segundo capítulo deste trabalho, vimos que a história dos kushans havia começado, na verdade, quando os chineses Han iniciaram o seu primeiro movimento de repressão contra os Xiong Nu, em torno dos séculos III e II a.C. Os Yuezhi, um dos povos que habitavam o norte da fronteira chinesa, foram empurrados pelos Xiong em direção ao território indiano[23], onde não encontraram grande resistência por parte dos enfraquecidos reinos greco-bactrianos. Ao longo de seu estabelecimento no território, lutaram contra o decadente reino hinduísta dos Shakas, apoiados pela Pártia, tendo completado seu movimento de acomodação em torno justamente do século I d.C.

Desde cedo os soberanos kushans se mostraram amigáveis com romanos e chineses, talvez buscando alguma espécie de reconhecimento internacional, ou porque conheciam sua posição geográfica privilegiada, pois seu território abrangia boa parte dos caminhos usados pelas caravanas terrestres e seus portos eram amplamente visitados pelos ocidentais e árabes[24]. O reino Kushana nunca criou grandes impedimentos ao tráfego comercial. Diferentemente dos partos, autorizava, inclusive, a passagem de mercadores por suas fronteiras, cobrando apenas taxas aduaneiras que compuseram uma grande quantidade de tesouros espalhados em vários depósitos, achados por Wheeler[25]. Os chineses sempre tiveram em conta sua boa relação com aqueles que chamaram primeiro de Yuezhi e, depois, de kuei shang, mas compartilhavam a mesma tendência dos romanos em descrevê-los de forma homogeneizada com os povos dos outros reinos indianos do centro e do sul. Na verdade, talvez não houvesse grandes distinções que estes autores pudessem fazer, tendo em vista que os kushans eram muito mais uma unidade política do que étnica.

Isto fica patente quando observamos sua produção cultural, principalmente artística, que nos apresenta uma fusão de estilos incomparável. Herdeiros das escolas de Gandhara e Mathura[26], que fundiram a estética grega com a persa e a indiana, os kushans estimularam estas manifestações através da produção de esculturas e imagens que conseguiam abranger um grande número de elementos simbólicos cujo valor sistêmico não tinha equivalente. Um exemplo perfeito é o das estátuas budistas, que acompanharam o ritmo de evolução da rota da seda. Em se tratando de uma religião proselitista, o budismo tratou desde cedo de vincular uma imagem diferenciada daquela do hinduísmo tradicional, o que fez com que buscasse estilos alternativos ao da arte indiana tradicional de sua época. O resultado foi a absorção das artes grega e iraniana como um elemento difusor da cultura budista, o que produziu as primeiras imagens de um Buda humano repleto de símbolos de poder gregos e indianos, complementadas inclusive pelo surgimento de documentos religiosos em aramaico e grego[27]. Com a queda dos gregos e o aumento do poder romano, porém, este estilo começou a se modificar, e no período do século I a.C. -I d.C. temos Budas usando a toga romana e segurando o tradicional rolo de pergaminho. Com a retomada do movimento Han na Ásia central, no fim do século I d.C., estas estátuas começam a ganhar contornos chineses, sendo produzidas para exportação. O resultado destas fusões foi fértil: esculturas que possuíam togas romanas, insígnias apolíneas, atributos de poder persas e rostos chineses[28]. A arte indiana aparecia aí como um reprodutor perfeito da idéia de sistema mundial, congregando de forma consciente os movimentos políticos e culturais da época.

Um grande estimulador deste tempo de convivência pacífica e proveitosa foi Kanishka[29], soberano do século II d.C. conhecido por sua política de tolerância com as religiões. Patrono das artes e das culturas, tal como os mecenas gregos e seus correlatos romanos, Kanishka só utilizou seus exércitos com intensidade ao rechaçar as ingerências dos partos em suas fronteiras. Lembremos mais uma vez que, alguns anos antes, Trajano havia atacado a Pártia, os chineses tinham reforçado sua presença ao longo da rota no fim do I d.C. e Vima Kadiphses, o soberano kushan, havia dado seu apoios aos romanos enviando uma embaixada em 107 d.C.[30]

Após Kanishka, porém, os kushans começaram a se enfraquecer, por motivos não muito bem estudados até agora. No final do século II d.C., comerciantes chineses (com suas próprias guarnições) começaram a se instalar em alguns pontos da rota da seda dentro do reino Kushana, e é possível que os kushans tenham autorizado este tipo de ocupação devido a um enfraquecimento de suas forças políticas e militares. Neste mesmo período, até os combalidos partos conseguiram capturar algumas cidades do território kushan, recebendo um reforço de capital dos tesouros alfandegários apreendidos[31]. E no início do III d.C., tal como a China e a Pártia, os kushans se fragmentam em pequenos reinos, da mesma forma como havia acontecido com seus antecessores Selêucidas e greco-bactrianos[32].

O papel dos kushans no sistema mundial também era de intermediários na administração da rota da seda, bem como de difusores da ideologia a ela associada em território indiano. Sua contribuição no campo cultural foi singular, porém, já que, sob a égide dos kushans, os movimentos artísticos indianos atingiram um grau de cosmopolitismo inigualável. Os indianos conseguiram captar com clareza este trânsito cultural, e vinculá-lo sob forma de imagem com uma distinção de atributos perfeita. As estátuas produzidas em Gandhara e Mathura podiam transmitir uma idéia de poder (a isto se destinavam) que seria reconhecida, provavelmente, em todos os reinos que integravam o sistema mundial, tendo em vista que congregavam diversos dos elementos de valor sistêmico que eram compartilhados pelos centros hegemônicos.

Como território de passagem destas rotas, os kushans souberam aproveitar-se politicamente de sua posição, criando boas relações com os latinos e com os chineses, embora o mesmo não valesse de todo no caso da Pártia. O reino Kushana era uma parada obrigatória para os ocidentais que iam em direção do Oriente e vice-versa, e seu enriquecimento derivava do estímulo deste fluxo, não tentando, portanto, restringí-lo[33]. Como integrantes do sistema mundial, os kushans cumpriram seu papel de ligação entre o Ocidente e a Ásia, funcionando como um centro que congregava o fluxo comercial que se dirigia para a Índia tanto por terra quanto por mar, e reproduziam as práticas de poder que norteavam a estrutura deste sistema, atraindo as regiões periféricas indianas para a inserção na rota da seda. Talvez por estes motivos é que os indianos tenham sido tantas vezes citados pelos romanos e chineses com uma certa simpatia, sendo raros os casos em que eram vítimas de desconfiança ou temor[34].



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[1] Geografia de Estrabão, XI, 515. Ver Também FRYE, R., op. cit., p.148 – 207.

[2] DEBEVOISE, N. A political history of Parthia. Chicago, UCP, 1969 p. 4-30; FRYE, D., op. cit., p. 100; COLLON, D. Parthians and sassanians beyond the Euprathes. Berkeley: University of California Press, 1995 p. 188-211; BANERJEA, J. The scythians and parthians in India. New Delhi, People publishing house, 1987 p.186-309.

[3] DEBEVOISE, N. “The essentials characteristics of Parthian and sassanian glyptic art”. Berytus V. I. Beirute, 1934 p. 12-19; LEVEQUE, P., op. cit., p. 199-201; MOMIGLIANO, A., op. cit., p. 111-133; FRYE, R., op. cit., 198-210; PAYNE, R., op. cit., p. 31-39.

[4] BANERJEA, J., op. cit., p.186-309; FRYE, R., op. cit., p.142-180 e 220; LEVEQUE, P., op. cit., p.199-200; MOMIGLIANO, A., op. cit., p.111-132 e COLLEDGE, M., op. cit., p. 22-35; DEBEVOISE, N., op. cit., p. 12-19.

[5] FRYE, R., op. cit., p.198–207; FREZOULS, E., op. cit., p. 479-498. Ver também os trabalhos de DABROWA, E. La politique d l’etat a l’egard du Rome et d’Artaban II a Vologese I (II a.C. – 79 d.C.). Cracóvia: Université Jagiellonski, 1983 e “Les rapports entre Rome et les parthes sous Vaspasian”. Syria, vol. 58 Paris, 1981 p. 187-204.

[6] GROUSSET, R., op. cit., p. 24-30.

[7] Um exame abrangente sobre o assunto pode ser visto em FREZOULS, E., op. cit., p. 479-498.

[8] GRANT, M., op. cit., p.216-217.

[9] Plínio, História Natural, 2, 147 (sobre a batalha de Carras).

[10] Res Gestae, 31-33.

[11] Uma descrição abrangente pode ser encontrada em Isidoro de Charax, que teria vivido no século I d.C. Ver SCHOFF, W. The Partians stations by Isidore of Charax. London: London Original Publisher, 1914.

[12] Alguns autores consideram o período de guerra civil e põe o término da Pártia em 228 d.C.

[13] FRYE, R., op. cit., p.198-207.

[14] Han Shu, XCVI e Hou Han Shu, LXXXVI-LXXXVIII.

[15] Plínio cita poucos produtos de origem parta; as listas do Hou Han Shu, LXXXVI-LXXXVIII também informam algumas das coisas que os partos produziam, mas nada que se comparasse às mercadorias romanas.

[16] Um excelente trabalho sobre as relações entre romanos e sassânidas é o já citado LEE, A. Information’s and frontiers – roman foreign relations in the late antiquity. Cambridge: Cambridge University press, 1993. Ver também FRYE, R., op. cit., p.200 – 238; COLLON, D., op. cit., p. 188-211.

[17] Karmanik – I – Ardashir, I.

[18] GRANT, M., op. cit., p.217; LEE, A., op. cit., p.15-25.

[19] AYMARD, A., op. cit., p.137-155.

[20] FRYE, R., op. cit., p.200-238; PAYNE, R., op. cit., 40-52.

[21] Shi ji, CXXIII.

[22] THORLEY, J. “The Roman empire ant the kushans”., op. cit., p.181-183.

[23] Sobre as migrações deste povo, ver o trabalho de KOSHELENKO, G. The Yuechi and the migrations. New York: UNESCO, 1994.

[24]TCHERNIA, A., op. cit., p. 999-1001; CIMINO, R. “Land and sea routes between Rome and India”., p.25-27; WARMINGTON, E., op. cit., p.6-34.

[25] WHEELER, M., op. cit., p. 183-203.

[26] Sobre o assunto: COOMARASWAMY, A. History of Indian and Indonesian art. New York: Dover, 1985 p. 41-71 e HUNTIGTON, S. The art of Ancient India. New York: Weatherhill, 1985 p. 105-115.

[27] Sobre os textos, ver o caso dos Éditos de Ashoka e o Milinda Panha. Ver XAVIER, R. Milinda Panha. RJ: Livros do mundo inteiro, 1972 e DHAMANIKA Edicts from Ashoka 2000, em www.orientalismo.cjb.net.

[28] Cf. Nota 333.

[29] Sua data de vida é incerta, situando-se num período entre 105 - 130 d.C.

[30] Dion Cássio, 68,15.

[31] THORLEY, J., op. cit., p.188-189.

[32] Um bom resumo sobre a História indiana pode ser visto em THAPAR, R. Historia de la Índia antigua. México: FCE, 2001.

[33] GYSENS, J. “The intermediaries of trade”., p.75-76 e “Oriental traders in Greece and Italy”., p. 77-79 in CIMINO, R. Ancient Rome and India…, 1996.

[34]Ver os exemplos citados no caso dos seres pelos romanos.