DOCUMENTAÇÃO

Vamos analisar as fontes, e entender de que modo elas fundamentam nossos conceitos básicos.

A princípio, entendemos que fosse adequado dividir nosso corpus em grupos específicos de fontes, contextualizando-as segundo o gênero. Essa classificação foi necessária porque só no caso romano, por exemplo, encontramos três tipos de documentação diferentes, sem contar seus aspectos temporais: temos Plínio, O Velho,[1] e seu livro História Natural, junto com os Anais de Tácito e a Res Gestae de Augusto incluídos no gênero histórico; Ptolomeu, Estrabão e Pompônio Mela no grupo dos geógrafos, e ainda, o dos poetas, formado por Ovídio, Marcial e Horácio. Apesar das diferenças de contexto que cercam cada uma dessas obras, temos a possibilidade de agrupá-las na busca de dados, como integrantes dos textos que sirvam a nossos objetivos. Desta forma, as explicações técnicas de Plínio acerca da seda são, por exemplo, complementadas pelas informações geográficas do grupo de Estrabão, deixando a cargo dos poetas as informações que nos transmitem sobre as concepções do imaginário romano sobre os Sin, ou Sericos, (chineses). Temporalmente, todos os autores situam-se no período entre os séculos I a.C. e II d.C.

As fontes chinesas constituem um corpo de informações de diversos tipos, condensado em biografias ou histórias. Podemos encontrar nas obras de Sima Qian (o Shi ji) como de Ban Gu e Fan Ye (Han Shu) uma redação bem documentada, resultante de um trabalho complexo e aprofundado mas, ao mesmo tempo, complementado por indicações de cunho mitológico e místico. No entanto, todas essas obras foram patrocinadas e aprovadas pelos governos da dinastia Han (com exceção de Fan Ye, como veremos a seguir) e devemos investigá-las à luz de sua procedência (a elite, e feitas para a mesma), bem como do método utilizado para constituí-las.

Devemos por fim definir o que podemos utilizar daquilo que foi produzido pelos partos, kushans e sassânidas, que não nos legaram muitos escritos, infelizmente. Sobre a Pártia e o Império Sassânida, temos somente análises do material arqueológico e um texto, produzido pelo último, chamado Karnamik – I – Ardashir, que seriam as memórias históricas do fundador dessa dinastia, Ardashir I[2]. No entanto, os estudos sobre a cultura material desses povos, seus vestígios arqueológicos, estilos artísticos e arquitetônicos, nos proporcionam os elementos dos quais necessitamos para concretizar nosso trabalho. No mais, existem também as referências encontradas sobre eles na documentação romana e chinesa, que utilizaremos sempre que possível.

Vamos, então, analisar mais especificamente as obras que temos em mãos.

Em primeiro lugar, temos o trabalho do grupo dos geógrafos, representado por Ptolomeu, Estrabão e Pompônio Mela. O esforço destes três autores em retratar as fronteiras que envolvem e compõem o mundo romano foi um fruto direto do processo de expansão que o Império promoveu ao longo dos três séculos aqui abordados. Seus mapas indicam a presença dos Sin (ou Seros, Seres ou Sericos) na geografia e no conhecimento que os romanos têm sobre os mesmos. A evolução das formas de cartografia apresentadas por estes autores demonstra uma mudança na perspectiva da sociedade imperial romana em compreender o mundo à sua volta, expandindo seus horizontes para além do limes, embora este processo tivesse muito haver com o intuito dos romanos em se diferenciarem dos bárbaros mediante a delimitação de suas fronteiras físicas e culturais.

Em segundo lugar, temos o grupo representado por Augusto, Plínio, O Velho e Tácito, denominado como históricos. Nele incluímos os autores responsáveis pela leitura dos eventos sociais e da história romana, e, apesar do texto de Plínio ser substancialmente diferente dos outros, os trechos a que recorreremos em sua História Natural possuem as características necessárias para enquadra-lo neste grupo (o que nos permitiu concluir, portanto, que não seria preciso criar um novo corpus apenas para abrigar esta obra). Augusto fez no seu testamento apenas uma breve menção às nações conhecidas dos romanos, mas que nos interessa pelos nomes citados, que vão até a Índia. Plínio, no século I, escreveu sobre a seda e sua utilização na corte romana. Seu objetivo era demonstrar a origem dos produtos orientais, descrevê-los e, por fim, criticar a elite romana que abusava desses símbolos de prestígio. Explica-se: Plínio era adepto das idéias de austeridade pregadas por Tibério e via no consumo daqueles produtos uma forma condenável de ostentação. De Plínio retiramos os principais achados que contribuem para nossa idéia de que esses produtos eram empregados para demonstrar poder e status por parte da elite, transformando em necessidade a prática do comércio internacional, responsável pelo abastecimento desse tipo de mercadoria. Já Tácito escreve sobre um período complexo, em sua visão, quando o comércio já desenvolvido permeia um mundo romano cosmopolita, mosaico de culturas abaladas por guerras, conflitos e uma incrível profusão de trocas de informação. O sistema mundial estava, então, modificando-se em toda a sua estrutura, reorganizando e estabelecendo novas configurações de funcionamento, cuja interdependência afetava tanto o Ocidente romano quanto o Oriente chinês.

Por fim, temos o grupo da poesia. Ele representa três gerações temporais, convocando nossa leitura a recorrer ao imaginário constituído pelos romanos sobre os Sin, ou Seros. Com Horácio (65-8 a.C.), temos as primeiras notícias dos Sin, durante o reinado de Augusto. Depois, Ovídio nos introduz no mundo do século I, citando por vezes os chineses em suas obras como os fabricantes das sedas maravilhosas que tanto apeteciam à vaidade feminina. Já Marcial reproduziu, em seus epigramas, a mentalidade forte e conquistadora que atravessava a sociedade romana do I e II século: ele nos apresenta os Seros como uma potência militar, um império poderoso e temível.

Dessa forma, temos com estes três grupos de autores a possibilidade de cruzar informações e acompanhar, em cada contexto, o processo de desenvolvimento das práticas de ostentação, assim como de formação do imaginário romano acerca dos chineses, manifestação derivada do aumento da interação entre o Império romano e as áreas periféricas com o outro centro de poder da Antigüidade, a China. Quanto às menções que os mesmos fazem sobre a Pártia ou sobre a Índia, nós as utilizaremos quando for necessário, embora este não seja o nosso foco principal. Em geral, as citações sobre a Pártia são bem vivas, dado que os romanos se envolviam em numerosos processos políticos e econômicos com esta civilização. Já as referências sobre os indianos são menores, abordando basicamente as relações econômicas e fazendo algumas citações sobre sua cultura[3]. Os romanos não faziam muita distinção entre os kushans e os outros pequenos reinos indianos, relacionando a todos como vindos da Indika.

As fontes chinesas merecem um outro tipo de análise crítica, no entanto, dada a sua natureza diferenciada. Elas constituem um conjunto de textos de diversos tipos, como biografias, histórias, escritos técnicos, geográficos e religiosos, permeados de dados místicos e folclóricos utilizados em sua composição.

Assim, temos de investigar detalhadamente, em meio a essa documentação, as partes que tratam objetivamente das relações internacionais, presentes nas biografias e em algumas referências históricas. No entanto, esta mesma natureza complexa das fontes chinesas nos permite apreciar uma quantidade razoável de impressões e particularidades dos seus contatos com o Ocidente.

Utilizando, portanto, o mesmo critério empregado para o corpus Latino, podemos afirmar que as fontes chinesas estão próximas do grupo histórico, embora, como afirmamos antes, elas se estendam um pouco mais na diversidade de gêneros. Poderíamos fazer uma analogia das mesmas com a História Natural de Plínio, mas o preciosismo chinês na questão das datações e seu engajamento ideológico com o confucionismo as tornam substancialmente diferentes em alguns pontos. As citações sobre os romanos surgem em pequenos e intensos trechos da documentação, narrando principalmente a organização da rota da seda, o protocolo de embaixadas e a lista de produtos negociados. Este tipo de descrição tem relação com a estrutura burocrática Han, desenvolvida, desde a época Qin (III a.C.), no sentido de regular todas as transações econômicas e vigiar os movimentos políticos dentro do império celeste.[4] Era natural, por conseguinte, que muitas das informações colhidas reproduzissem a linguagem técnica dos documentos administrativos.

O primeiro dos textos investigados foi o Shi Ji, de Sima Qian (153 - 93 a.C.). Apesar de ter sido realizado perto do final do século I a.C., é um grande trabalho cujas informações são preciosas para entender os fundamentos da expansão chinesa para o Ocidente. Sima Qian coletou dados em todas as partes da China, continuando a tarefa de seu pai, para escrever a História das dinastias chinesas, principalmente a Han.[5] Em sua obra, que serviria de modelo para todos os historiadores posteriores, ele nos conta a construção de uma grande China, plena de heróis que conquistam países e povos, com uma cronologia tão bem articulada que nos fornece datas quase precisas até 841 a.C. (!)[6]. Neste contexto, Sima Qian nos dá as primeiras informações sobre os reinos do Ocidente, como os An xi (partos) e os reinos greco-indianos da Bactriana.

Estas citações surgem nos primeiros contatos dos Han com as civilizações da Ásia central, quando do estabelecimento da rota da seda. Os chineses não tinham uma idéia exata da extensão do mundo além das fronteiras partas, mas é provável que já nessa época tenham sabido da existência dos romanos.

Mas são Ban Gu e Fan ye, autores do Han Shu (Anais da dinastia Han), que nos contam a história das primeiras tentativas de contato direto entre chineses e romanos através da História de Ban Zhao, e da Viagem de Gan Yin. Estes trechos são pequenos, mas significativos (com exceção do extenso capítulo biográfico sobre o general Ban Zhao, herói da época, como veremos adiante). Ban Chao (I-II d.C.) tornou-se um general famoso quando foi enviado para os extremos das fronteiras chinesas Han para assegurar a defesa da rota da seda, debelando uma revolta no Turquestão chinês, fomentando a criação de protetorados e postos comerciais e buscando entrar em contato, por via diplomática, com as nações do Ocidente[7]. E foi seu enviado, Gan Yin, que terminou por nos contar suas impressões sobre o mundo do Oeste, embora não tenha podido ir além da Pártia. Ban Gu e Fan Ye não só comentam este episódio como, fiéis à mentalidade estatal, relacionam ainda as mercadorias ocidentais e a presença de negociantes do Oeste em seu império.

As fontes chinesas, nesse ponto, são bastante pertinentes: elas comprovam, de fato, que existia um interesse chinês pelo mundo romano, e a compreensão resultante deste fato levou os próprios chineses, em alguns momentos, a parecerem querer uma espécie de aliança com os romanos contra os partos ou contra os xiong-nu.

Temos, porém, de analisar o processo de confecção do Han Shu. Inspirado nos métodos históricos de Sima Qian, Ban Gu teria começado a redigir seu livro no século I d.C., planejando escrever uma história extensa das dinastias Han anterior e posterior. Explica-se a diferença entre as duas dinastias: entre 2 e 22 d.C., um usurpador de nome Wang Mang tentou estabelecer uma nova dinastia, tendo no entanto falhado em seu intuito, o que permitiu a retomada do poder pela casa dos Han em 22-23 d.C. Ban Gu só conseguiu redigir sobre o primeiro período Han, morrendo em 82 d.C. e foi sua irmã, Ban Zhao[8], que continuou o trabalho de escrever sobre a dinastia. Além disso, o Han Shu foi fixado sobre a primeira redação de Ban Gu, o que fez com que os escritos sobre o general Ban Chao (irmão de Ban Gu e Ban Zhao) não fossem diretamente adicionados ao seu conteúdo. Escrevendo sobre a Dinastia Han Anterior, Ban Gu não teve, portanto, a oportunidade de abordar o período da Dinastia Han Posterior. Ban Zhao continuou, porém, a recolher informações até morrer em aproximadamente 102 d.C. Posteriormente, Fan Ye, nos séculos IV - V, teria recopilado o Han Shu, denominando-o Anais da Han Anterior. Os escritos da dinastia Han posterior foram empregados na confecção de uma obra sua, que ganhou o nome de Hou Han Shu, ou Anais da Han posterior. Desta forma, temos um trabalho feito a três mãos que, no entanto, conseguiu manter uma certa uniformidade. Engajados ideologicamente no discurso confucionista, o Han Shu e o Hou Han Shu são, igualmente, obras de caráter histórico com os mesmos tipos de referência do Shi ji aos ocidentais e aos povos além da fronteira. Acrescentamos a esta lista alguns escritos posteriores que remetem igualmente a época trabalhada: o Wei Lu, o Jin Shu, o Liang Shu e o Song Shu (produzidos entre os séculos IV e VI d.C.). Estes anais, de dinastias efêmeras, contêm, no entanto, preciosas informações sobre as relações da China com o Ocidente e podem ser empregados para observar a trajetória do raciocínio cultural chinês diante das civilizações do Oeste. O que neles nos interessa é um grupo de citações curtas, algumas até copiadas de documentos mais antigos. Outros trechos, porém, indicam as transformações no processo de relação entre o Ocidente e o Oriente.

Os textos chineses são bastante concisos em suas informações: como foi dito, eles são equivalentes, em conteúdo, aos textos do grupo histórico da documentação ocidental. Os autores eram precisos quanto ao contexto de sua época, determinavam listas dos produtos negociados e, ainda, costumavam emitir breves comentários (seus, ou talvez, das elites que representavam) a respeito da recepção que as mercadorias tinham em suas sociedades, tanto como dos povos que as produziriam.

Para finalizar as questões sobre a documentação chinesa, é importante falar também sobre o sistema de notação que empregaremos; como as fontes aqui utilizadas não possuem uma subdivisão numerada de linhas, versos ou parágrafos em seus capítulos, tal como encontramos nos textos gregos e latinos, faremos somente a citação simples de cada capítulo, já que os mesmos não contém, em geral, textos muito extensos. Vale ressaltar que muitos destes escritos nunca receberam um sistema de numeração formal; alguns receberam mais de um, e como a escolha de um sistema se presta à confusão, optei, portanto, pela indicação simples dos trechos, tal como encontramos no livro de Hirth[9] e Watson[10].

Vale ressaltar que quase todos os textos aqui presentes em grego ou latim foram colhidos em traduções que contavam com a apresentação do texto original. No caso das fontes chinesas, a transliteração do Han Shu para o inglês é uma apresentação incompleta do original; o Shi ji em inglês está completo, e apesar de não contar com o texto em chinês, seu tradutor, Burton Watson, é um dos mais renomados especialistas em língua chinesa da atualidade, o que torna sua versão uma fonte confiável. Quanto aos outros textos (Hou Han Shu, Wei Lu, etc.), o trabalho de F. Hirth para vertê-los ao inglês (que é a versão do qual dispomos) é reconhecido com autoridade por todos os sinólogos e autores aqui empregados. Utilizamos, ainda as versões em chinês do Shi ji, do Han Shu e do Liang Shu para comparar com as traduções.

Estando esclarecidas as questões que envolvem a conformação e a construção da documentação, procuraremos evidenciar, ao longo da análise desenvolvida em nossa dissertação, a inserção de nossos pressupostos teóricos na interpretação dos trechos, de modo a demonstrar a relação existente entre ambos os níveis na construção do modelo.

É importante lembrar que a origem dessa documentação está ligada diretamente ao contexto de uma produção literária dirigida ideologicamente aos grupos que fomentam esse sistema de dominação e que, dessa forma, manifestam o olhar sobre o outro que constitui sua periferia. Daí decorre uma importante noção de alteridade, cuja identificação do poder político entre ambos os impérios (Roma e China) faz com que os mesmos se tratem não como periferias, mas sim como centros de poder, relegando aos grupos de segunda ordem (partos, kushans, etc) e às regiões periféricas o papel de "bárbaros" ou de "menos civilizados”.

Desta forma, acreditamos ser possível construir nosso trabalho em torno de uma base razoavelmente sólida, aplicando os conceitos referidos de acordo com o método de análise e os dados provenientes das fontes.



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[1] Apesar da obra de Plínio possuir características que a diferenciam em muito dos textos de Tácito e Augusto, decidi incluí-la no grupo dos históricos por compreender que não seria necessário criar uma nova categoria para a História Natural, tendo em vista os trechos que dela utilizaremos.

[2] De fato, a maior parte das referências textuais sobre os partos e sassânidas advém dos textos romanos ou chineses. O Karnamik – I – Ardashir não nos é de grande valia no caso, não possuindo informações significativas para nosso trabalho.

[3] THORLEY, J. “The roman empire and the kushans”., op. cit., p. 181-190 e CIMINO, R. “European geographical knowledge about India in ancient times”. Op. cit., p. 3-7; “The idea of a universal empire. The Pax Augusta”. Op. cit., p. 12-16; “General references from classical authors”. Op. cit., p. 84-87 in CIMINO, R. et alli Ancient Rome and India : Commercial and Cultural Contacts between the Roman World and India, 1996.

[4] Alguns trabalhos excelentes sobre o assunto são: BALAZANS, E. Chinese civilization and bureaucracy. New York: New Haven 1964 e BIELENSTEIN, H. The bureaucracy of Han times. Cambridge: Cambridge University press, 1980. Os dois tratam especificamente da questão burocrática na China, sendo que o segundo autor dá uma grande ênfase aos períodos Qin e Han, quando teriam sido organizadas e definidas as estruturas institucionais da sociedade chinesa antiga.

[5] KANRU, L. & YUANJUN, F. Breve História da literatura chinesa. Beijing: Línguas Estrangeiras, 1986. p. 26-30, 1986. Sobre Sima Qian, ver também MORTON, W. China: História e cultura. Rio de Janeiro: Zahar, 1986 p. 86-88 e WATSON, B. Early chinese literature. New York: Columbia University Press, 1960 p. 92-103.

[6] GERNET, J. O Mundo Chinês. Lisboa: Cosmos, 1979 p.159. Ponto de vista este confirmado por outros autores, como JOPERT, R. O Alicerce Cultural da China. Rio de Janeiro: Avenir 1979 p. 216-217. Sima Qian não era apenas um relator da História, mas também um crítico e estudioso da mesma. Para confirmar a validade das datas contidas nos documentos antigos, ele se valeu da comparação de fontes antigas e de tabelas astrológicas que continham os registros de eclipses e de manifestações naturais marcantes. Da análise destes documentos, ele datou uma série de episódios marcantes na história chinesa, que hoje são tidos como corretos. Foi o próprio Sima Qian que atentou para a impossibilidade de se trabalhar com os períodos anteriores ao século IX a.C., já que ele não possuía recursos para tal; e é justamente neste período que o seu Shi Ji emprega a maior parte dos relatos tradicionais e míticos não comprováveis, que o próprio autor criticava. Recentemente, porém, a lista de imperadores Shang (XV-X a.C.) descrita por ele também foi dada como correta, o que demonstra um cuidado muito grande dos chineses antigos com a questão das datações e da continuidade histórica.

[7] MORTON, W., op. cit., p. 76-80.

[8] A família Ban era composta por Ban Chao, o general famoso, seu irmão historiador Ban Gu e a irmã Ban Zhao, escritora e também historiadora. O pai, Ban Biao, havia sido igualmente um renomado literato e poeta em sua época.

[9] HIRTH, H. China and the Roman Orient, 1885.

[10] SIMA QIAN Shi ji – Rceords of the grand historian. Columbia: Columbia University press, 1993 trad. Burton Watson.